Os cientistas acabam de resolver um problema antigo: como rastrear populações de sapos sem sair do laboratório. A resposta é um dispositivo de vigilância acústica apelidado de “FrogPhone” (Sapofone, em tradução livre). Com ele, os cientistas podem acessar locais de pesquisa remotos e gravar chamadas de sapos a até 150 metros de distância, reunindo rapidamente informações sobre a saúde de um ecossistema.

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A ideia de um “Sapofone” parece hilária, mas nome à parte, a tecnologia pode tornar a pesquisa ecológica muito mais fácil e com custo-benefício melhor, de acordo com pesquisa publicada na última quarta-feira (4), na revista Bitish Ecological Society.

O dispositivo foi desenvolvido na Universidade de Nova Gales do Sul, em Camberra, e na Universidade de Camberra em colaboração com o Território da Capita Australiana (ACT), o Programa Frogwatch da região e a Universidade Nacional da Austrália.

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     Os cientistas Anke Marie Hoefer e Adrian Garrido Sanchis testam o “Sapofone”. Foto: Marta Yebra

Em vez de viajar para determinada área cada vez que precisam de novos dados, os cientistas agora precisam visitar cada habitat apenas uma vez para configurar um receptor “Sapofone”. Depois disso eles podem, simplesmente, acessar as informações do conforto do laboratório.

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Os desenvolvedores do “Sapofone” construíram um estojo impermeável que permite que o dispositivo flutue no meio de um lago frequentado pelos sapos.

Futuramente, o dispositivo pode incluir microfones multidirecionais ou recursos mais amplos para registrar os sons emitidos por outros animais, algo que pode ajudar os cientistas a monitorar a saúde ecológica.

 

Via: Futurism

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