Após destinar esforços para alterar conteúdos recomendados aos usuários, o YouTube anunciou uma redução de 70% em vídeos de exibição para não assinantes. De acordo com uma postagem da plataforma, mais de 30 mudanças foram feitas desde janeiro, quando o serviço de streaming do Facebook revelou que trabalharia em modificações. 

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A plataforma não informou exatamente o que mudou ou divulgou números de vídeos recomendados “antes” e “depois” das alterações, mas descreveu como os moderadores externos determinam o que disponibilizar. “Cada vídeo avaliado recebe até nove opiniões diferentes e algumas áreas críticas exigem especialistas certificados”, diz a postagem. “Por exemplo, os médicos fornecem orientações sobre a validade de vídeos de tratamentos médicos específicos para limitar a disseminação de informações erradas. Com base nos dados de consenso dos avaliadores, usamos sistemas de aprendizado de máquina bem testados para criar modelos”. 

Alguns dos critérios analisados pelos moderadores foram demonstrados em uma recente entrevista com a CEO do YouTube, Susan Wojciki. A executiva acompanhou o repórter da CBS Lesley Stahl em uma navegação no sistema para mostrar alguns vídeos que podem ser de conteúdo limitado. Entre eles havia um de prisioneiros sírios, autorizado a permanecer no site pois foi enviado por um grupo que tenta expor os problemas no país. Já outro, usou imagens da segunda guerra mundial e, embora possa ser visto como aceitável por se tratar de uma contextualização de época, foi banido pois poderia ser usado por grupos extremistas de supremacia branca.

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Um dos tópicos alterados recentemente pela empresa foi a publicação de grupos que incitam o ódio, como é o caso dos defensores da supremacia branca, que agora são invalidados pelos termos de serviço. No entanto, a executiva disse que as postagens são classificadas de acordo com o contexto, e assumiu que se uma pessoa declarar que “pessoas brancas são superiores”, o vídeo poderia ser considerado “aceitável”, dependendo da composição. 

“Nada é mais importante para nós do que garantir que estamos cumprindo nossa responsabilidade”, informa a postagem do YouTube. “Continuamos focados em manter esse equilíbrio dedicado que permite que diversas vozes floresçam no YouTube – incluindo aquelas com as quais outros vão discordar – e também protegemos espectadores, criadores e o ecossistema mais amplo de conteúdo nocivo”. 

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Além disso, uma parcela do modo como o site define a divulgação dos vídeos passa antes por fontes autorizadas para falar sobre “notícias, ciências e eventos históricos, onde precisão e autoridade são fundamentais”. Veículos de credibilidade como The Guardian e NBC têm preferência de aparição nos resultados de determinada pesquisa, como por exemplo ao buscar por informações sobre o Brexit ou anti-vacinação. 

Apesar das mudanças, o YouTube afirmou que os vídeos de conteúdo limítrofe que estão na plataforma são minoria entre todos os disponíveis no site. “O conteúdo que chega perto, mas não ultrapassa a linha de violar nossas Diretrizes da comunidade, representa uma fração de 1% do que é assistido nos Estados Unidos”. 

 

Via: The Verge

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