Há poucas horas, o Google anunciou a compra da Fitbit por R$ 8 bilhões. Porém, a companhia não era a única gigante da tecnologia atrás dessa negociação. O Facebook também queria adquirir a fabricante de relógios e acessórios fitness, mas o valor oferecido não foi o suficiente.

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Buscando ampliar seu portfólio de hardwares, que já conta com o Facebook Portal e o Oculus, o Facebook viu a Fitbit como mais uma boa opção para integrar seu time. O uso de smartwatches em conjunto com os headsets de realidade virtual poderia ser uma alternativa bem interessante. No entanto, as conversas não avançaram.

De acordo com a imprensa americana, o maior empecilho para a empresa de Mark Zuckerberg foi o dinheiro. Não a falta dele, mas sim o excesso: o Google ofereceu o dobro do valor ofertado pelo Facebook, que girou em torno de US$ 1 bilhão, cerca de R$ 4 bilhões.

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Em 2014, o Facebook adquiriu o Moves, um aplicativo fitness popular na época, disponível para Android e iPhone. Esse foi o primeiro movimento da empresa visando o mercado saudável. No entanto, o Facebook acabou desativando o app por falta de usuários e atualizações, quatro anos depois. 

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O mercado de dispositivos como os smartwatches vem crescendo. A compra da Fitbit poderia ser usada para integrar os sistemas do Facebook, tal qual ocorre entre iPhone e Apple Watch, fortalecendo a disputa pela liderança de mercado. Agora, essa possibilidade vai ser explorada pelo Google, usando seu aplicativo Google Fit.

Por outro lado, a inteligência artificial desenvolvida pelas gigantes da internet pode ser muito útil para a Fitbit elaborar ainda mais os seus dispositivos. A Fitbit teria sido integrada à divisão de hardware, liderada por Andrew Bosworth. A mais recente aquisição para a divisão foi a do CTRL-labs, por US$ 750 milhões. Em 2012, o Facebook adquiriu os direitos sobre o Oculus Rift por US$ 2 bilhões. A compra da Fitbit representaria a entrada da empresa de Zuckerberg no mercado de dispositivos vestíveis, já com uma base de usuários na casa dos 28 milhões.

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