O módulo lunar chinês Chang’e 3 continua operando na superfície da Lua, quase sete anos após um pouso histórico na região conhecida como Mare Imbrium em dezembro de 2013, quando a China se tornou o terceiro país a conseguir um pouso controlado no astro.

A missão incluía o módulo de pouso, ou Lander, e um pequeno robô controlado remotamente, um “rover”, chamado Yutu. Originalmente projetado para durar três meses, o robô deixou de se movimentar por “problemas mecânicos” após o segundo dia lunar, mas continuou funcionando, e enviando dados, por 31 meses após o pouso.

O Lander, entretanto, continua operando seus instrumentos e se comunicando regularmente com duas estações de controle na Terra, mais de 2.400 dias após o pouso. O sinal também pode ser captado por radioamadores.

Um dos instrumentos ainda em operação é o Lunar Ultraviolet Telescope, que monitora o estrelas variáveis. Em janeiro de 2015 ele enviou uma foto da galáxia M101, como observada da Lua.

Reprodução

Galáxia M101 (“Pinwheel”), fotografada em ultravioleta a partir da superfície da Lua pelo módulo lunar chinês Chang’e 3. Foto: © NAOC & International Lunar Observatory Association; University of Hawaii Hilo; Canada France Hawaii Telescope.)

Em janeiro de 2019 a China pousou no lado mais distante da Lua (invisível para nós) a missão Chang’e 4, se tornando o primeiro país a conseguir este feito. Além do Lander, a missão também levou um segundo rover, chamado Yutu 2. Ambos continuam operando, 628 dias após o pouso.

Fonte: Space.com