O presidente da Samsung Electronics, Lee Sang-hoon, foi condenado nesta terça-feira (17) a 18 meses de prisão por violar as leis sindicais da Coreia do Sul. Segundo os promotores do caso, o executivo atuou junto de outros 24 funcionários da empresa em uma variedade de táticas para fazer com que a atividade sindical fosse desencorajada. Entre elas, a ameaça de cortar salários e o fechamento de empresas subcontratadas com sindicatos ativos. 

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Ainda não se sabe de que forma a decisão afetará os investidores da Samsung. O Wall Street Journal afirmou que é improvável que a deliberação tenha impacto nos acionistas, enquanto o Financial Times relatou que a condenação fará com que a empresa seja pressionada a melhorar sua conduta corporativa. 

Os promotores também disseram que Sang-hoon e seus cúmplices tentavam descobrir informações confidenciais sobre os membros do sindicato para convencê-los a sair da empresa e adiar negociações com a gerência. O júri comprovou que havia “inúmeros documentos” detalhando táticas para minar as atividades sindicais que foram distribuídas aos afiliados. 

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“Embora Lee afirme que havia muitas áreas sobre as quais ele não sabia muito, não podemos dar imunidade apenas pelo fato de que ele não estava ciente das áreas periféricas”, afirmou o juiz, de acordo com a agência de notícias Yonhap. A Samsung ainda não comentou sobre a decisão. 

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Fontes: BBC/The Verge

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