Cibercriminosos enviaram vídeos e imagens de luzes estroboscópicas para milhares de seguidores do perfil da Epilepsy Foundation no Twitter. O ataque em massa ocorreu em novembro deste ano. O objetivo era desencadear convulsões em pessoas com epilepsia. As imagens eram enviadas no formato de GIFs.

Publicidade

“Esses ataques não são diferentes de uma pessoa que carrega uma luz estroboscópica em uma convenção de pessoas com epilepsia e convulsões, com a intenção de provocar ataques e causar danos significativos às pessoas”, disse Allizon Nichol, advogada da fundação. A Epilepsy Foundation é famosa por financiar pesquisas sobre epilepsia e conectar pessoas ao tratamento.

A fundação registrou 30 desses ataques na primeira semana de novembro e disse que havia apresentado queixas às autoridades policiais, inclusive junto ao Ministério Público dos Estados Unidos em Maryland, local da sede do grupo. O caso segue em investigação. 

Publicidade

Ataques a pessoas com epilepsia

Os ataques cibernéticos com o objetivo de desencadear convulsões em pessoas com epilepsia se tornaram frequentes nos últimos anos, principalmente depois que um homem no Texas sofreu com isso em 2016. 

publicidade

Nesse ataque, John Raybe Rivello, um veterano do Corpo de Fuzileiros Navais de Maryland, foi acusado de usar o Twitter para enviar um GIF com uma luz estroboscópica para Kurt Eichenwald, que havia escrito críticas a Donald Trump e seus apoiadores.

O homem conta que recebeu uma mensagem no Twitter de um usuário desconhecido. Ao abrir o arquivo, ele se deparou com uma imagem de luzes que piscavam sem parar. Olhar para aquilo causou convulsões que duraram cerca de oito minutos.

Publicidade

Investigadores do caso encontraram várias pistas que, segundo eles, levavam diretamente a Rivello, incluindo uma mensagem que ele havia enviado a outros usuários do Twitter que dizia: “Espero que isso o leve a uma convulsão”.

Após pagar fiança de US$ 100 mil, Rivello foi liberado para responder ao processo em liberdade. Porém, isso abriu portas para que mais pessoas usassem a mesma tática que o veterano.

Via: The New York Times

Publicidade