A ARM continuará licenciando seus chips para os aparelhos da Huawei. A equipe jurídica da empresa chegou à conclusão de que as arquiteturas v8 e v9 da ARM são “tecnologias de origem do Reino Unido” e, portanto, não estão sujeitas à proibição comercial dos Estados Unidos, que impede empresas americanas de trabalhar com a Huawei.

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Um porta-voz da ARM comentou sobre o caso à Reuters. Ele disse: “A ARM pode fornecer suporte para a arquitetura v8, bem como para sua próxima geração. Após uma revisão abrangente de ambas as arquiteturas, determinamos que elas possuem origem britânica.”

A decisão é uma boa notícia para a Huawei, pois permite que a empresa continue fabricando chips para seus dispositivos por meio da empresa HiSilicon, sua subsidiária de semicondutores. Embora produtos como o processador Kirin 990 da Huawei sejam projetados internamente, eles dependem das arquiteturas de componentes da ARM para a montagem da CPU e GPU.

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Sem o licenciamento da ARM, a Huawei seria efetivamente incapaz de produzir novos processadores, fazendo com que a empresa não conseguisse mais produzir seus telefones, a não ser que desenvolvessem uma tecnologia própria.

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A ARM cortou laços com a Huawei em maio devido à proibição comercial de Trump. A empresa, sediada no Reino Unido, é propriedade do SoftBank Group, do Japão. Porém, ela possui diversos escritórios nos EUA que, em teoria, ajudam a desenvolver a arquitetura de novos processadores.

Mesmo com essa vitória para a Huawei, esse não é o fim de seus problemas. Os novos dispositivos vendidos pela empresa ainda não podem oferecer os aplicativos e serviços do Google (incluindo a Play Store), essenciais para a venda de dispositivos Android fora da China.

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