O Disney+ ainda não chegou ao Brasil, mas o sucesso do serviço de streaming da empresa já está alterando a estrutura da gigante do cinema. Nesta segunda-feira (12), a Disney anunciou uma reestruturação interna para colocar a todas as divisões de mídia e entretenimento como uma única organização, responsável também pela plataforma de streaming.

Com a mudança, a Disney terá uma área interna responsável por toda a distribuição de conteúdo, venda de anúncios, e também pelo Disney+. Isso pode acelerar o lançamento de novas produções para o consumidor final, em um momento em que o streaming se torna cada vez mais importante para as estratégias de negócios da Disney.

Faz sentido especular que a pandemia do coronavírus tenha influenciado a decisão – as vendas de ingressos para cinema evaporaram durante a crise sanitária, e consumidores se voltaram para as opções de streaming.

A queda nas vendas de ingressos de cinema, e a impossibilidade do público assistir aos filmes com segurança nesses estabelecimentos durante a pandemia, fez a Disney alterar a estratégia de lançamento e passar a disponibilizar estreias no streaming antes das salas de cinema. Pareceria natural, portanto, que o sucesso dessa empreitada motivasse as alterações estruturais da corporação.

No entanto, a Disney diz que as coisas estão menos relacionadas do que parece. “Eu não caracterizaria como uma resposta à Covid-19”, explicou o CEO Bob Chapek em uma entrevista. “Eu diria que a Covid-19 acelerou a transição, mas isso aconteceria de qualquer forma.”

Em seu projeto de ganhar ainda mais espaço dentro do mercado de streaming, a Disney também está expandindo a oferta do Disney+ para diversas regiões do planeta. Um desses lugares é o Brasil – o lançamento do serviço por aqui está marcado para novembro.

Via: CNBC