Hoje, no mundo online, temos mais de 200 milhões de websites ativos, em um universo de mais de 1 bilhão de sites produzidos. Se olharmos então o número de APPs, redes sociais, sistemas e, sobretudo, para a ‘Internet das Coisas’, este número cresce ainda mais. Mas muitos parados ou completamente abandonados. Levando esta comparação para as empresas, os espaços digitais delas tendem a ser igualmente descontinuados. É comum encontrarmos projetos com conteúdo desatualizado, mas que ainda estão ativos e indexados pelo Google. E a reação comum é: “Que projeto é esse?”. O desafio passa a ser elaborar uma estratégia integrada desses ambientes, monitorá-los e mantê-los sempre atualizados e relevantes.

Entra aí o conceito de Ecossistemas Digitais, usando a metáfora de uma malha de metrô onde as linhas representam diferentes espaços desta estrutura. Cada estação representa um recurso, e o objetivo é permitir que o usuário navegue de forma estimulada ou espontânea por eles. Essas linhas podem variar, mas um exemplo seria uma malha com espaços web, mobile, sociais, restritos e de campanhas.

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Nela, os Espaços Web representam portais horizontais, verticais, microsites e projetos especiais, tudo para o usuário transitar entre plataformas e complementar suas ações de interação. Mas sabemos que, hoje em dia, as plataformas móveis vêm superando os desktops, então devemos pensar em versões multiplataformas ou baseadas em APPs. Para isso entram os Espaços Mobiles, que evitam ruídos de comunicação. Com os Espaços Sociais o acompanhamento centralizado de todos os canais sociais garante uma outra estratégia de transição e navegação efetiva. Investir nos Espaços Internos é fundamental, já que os conteúdos da empresa na intranet devem estar alinhados e integrados, além de acessível dos dispositivos pessoais dos colaboradores. Já com os Espaços Campanhas, as ações tendem a ter calendários e planejamentos desconectados dos demais espaços digitais da marca.

Essa metáfora pode ganhar uma camada de interação com cada estação podendo ser clicada para apresentar metadados como responsável, data de criação ou data prevista de exclusão, e até mesmo levar a um dashboard executivo de métricas. E uma delas pode ser exatamente a capacidade de gerar tráfego entre estes espaços, potencializando o consumo de informação e o tempo de relacionamento com a marca. Essa visão consolidada pode ajudar as empresas a monitorar e entender a complexidade do seu Ecossistema Digital, além de identificar oportunidades e sinergias, com ganhos para os negócios e seus usuários.