Em 16 de Março de 1950, astrônomos do Observatório Naval dos EUA tiraram uma foto do céu, olhando na constelação Lupus. Mas quando astrônomos suecos fotografaram a mesma região do céu em 2016, notaram que uma das estrelas havia “desaparecido”. E ninguém sabe, até agora, como ou por quê.

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Segundo Beatriz Villarroel da Universidade de Estocolmo e Instituto de Astrofísica das Canárias, na Espanha, não há no momento uma explicação para o fenômeno. “A menos que uma estrela entre em colapso e se torne um buraco negro, não há um processo físico conhecido pelo qual ela possa desaparecer fisicamente. As implicações de encontrar tais objetos se estendem dos campos astrofísicos tradicionais às pesquisas mais exóticas de evidências de civilizações tecnologicamente avançadas”.

Beatriz lidera um projeto chamado Vasco (Vanishing & Appearing Sources during a Century of Observations – Fontes que Desapareceram ou Apareceram Durante um Século de Observações), que nos últimos três anos, comparando observações antigas e recentes, já identificou uma centena de estrelas que desapareceram.

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A equipe do projeto acredita que sua busca por estrelas desaparecidas pode ser útil na busca por inteligência extraterrestre (SETI), identificando “pontos quentes” no espaço onde um número inesperadamente grande de estrelas parece estar faltando.

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“Concentrando nossos esforços de SETI (ou de assinaturas tecnológicas) nestes pontos, podemos identificar os locais mais prováveis que podem hospedar inteligência extra-terrestre”, escrevem eles.

A ideia é que uma civilização alienígena muito avançada poderia ser capaz de construir uma mega-estrutura hipotética chamada esfera de Dyson que engloba completamente uma estrela para capturar uma grande parte de sua energia. Pense nisso como converter uma estrela em uma gigantesca bateria. É pouco provável, mas tecnicamente explicaria o desaparecimento repentino de uma estrela.

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“Mas está claro que nenhum desses eventos mostrou sinais diretos de atividade extra-terrestre”, diz o co-autor Martin López Corredoira em comunicado. “Acreditamos que são fontes astrofísicas naturais, ainda que um tanto extremas.”

Em seguida, os pesquisadores esperam contar com a ajuda de astrônomos amadores e inteligência artificial para continuar examinando imagens de possíveis estrelas desaparecidas.

“Encontrar uma estrela que está desaparecendo – ou uma estrela que aparece do nada – seria uma descoberta preciosa”, diz Villarroel, “e certamente incluiria nova astrofísica além da que conhecemos hoje”.

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Fonte: CNet