Quando se fala em vigilância da população, a primeira coisa que vem à cabeça da maioria das pessoas são regimes autoritários, como a China ou a Coreia do Norte. Em países democráticos, a população certamente se revoltaria se um governo exigisse que qualquer cidadão com mais de 12 anos carregasse no bolso um aparelho capaz de registrar sua localização 24 horas por dia. Ainda assim, milhões de pessoas fazem isso voluntariamente, de acordo com um artigo publicado essa semana pelo jornal norte-americano, The New York Times.

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A equipe do jornal obteve acesso a um destes arquivos, contendo mais de 50 bilhões de marcadores deixados pelos smartphones de mais de 12 milhões de cidadãos dos Estados Unidos, entre 2016 e 2017, enquanto viviam suas vidas em cidades como Washington, Nova York, San Francisco e Los Angeles.

A coleta destas informações é perfeitamente legal no país, e é uma das muitas coisas com as quais os usuários concordam quando clicam em “Eu aceito” na tela que mostra os termos de uso de um novo aplicativo. Estes dados, obtidos em tempo real, são repassados a outras empresas que podem usá-los para fins como a publicidade.

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