Após tantos filmes moribundos inspirados em músicos ou música, eis que surge um simpático, embora com suas limitações. Uma Segunda Chance para Amar é inspirado em uma música de George Michael, “Last Christmas” (também nome original do filme), e, por extensão, em toda a obra do cantor-compositor morto em 2016.

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Este longa de Paul Feig (A Espiã que Sabia de Menos) não se limita a ser cinema de auto-ajuda, ainda que esteja em foco uma jovem personagem que amadurece (e cresce, e com isso renasce) durante a projeção. Katarina (Emilia Clarke), aliás, Kate, aliás, Elf, é uma moça iugoslava que mora há anos em Londres. Ela sonha em ser cantora, mas por enquanto trabalha numa loja especializada em produtos de natal, cuja proprietária, Santa (de Santa Klaus), é ninguém menos que a excelente atriz chinesa Michelle Yeoh.

A mãe de Kate, Petra, é vivida por Emma Thompson (imortal após seu papel em Vestígios do Dia e Razão e Sensibilidade), também roteirista do filme com Byrony Kimmings, a partir de argumento dela e de Greg Wise. O jovem que se apresenta como par romântico é Tom (Henry Golding, o galã do surpreendente Podres de Ricos), mas ele é misterioso o suficiente para que Kate desconfie que a felicidade ainda não bateu na sua porta.

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Os acontecimentos vão nos surpreendendo aos poucos e com isso o filme vai crescendo, até um ponto de não retorno. Aconteceu de novo: fomos fisgados por alguma comédia romântica tola que Hollywood ainda sabe fazer como ninguém, seja em Los Angeles, São Francisco, Nova York ou na fulgurante Londres (que o cinema americano tem descoberto como uma das cidades mais fotogênicas do mundo).

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Na discutível estratégia de segurar o espectador nos vinte primeiros minutos pelo dinamismo, quando não tem aquela câmera boba chacoalhando o tempo todo, aparece uma montagem frenética, com planos muito curtos (média de 2 segundos), como se o corte fizesse o espectador despertar de um marasmo. Depois a trama assenta e a montagem sossega um pouco. E enfim podemos curtir uma comédia romântica esquecível, mas quase sempre agradável, por mérito inegável de Emilia Clarke.

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