Você se lembra do Pebble? Um dos primeiros smartwatches a chegar ao mercado, ele foi um dos projetos mais bem-sucedidos na história do Kickstarter, arrecadando mais de US$ 10 milhões em 2012 para a produção do primeiro modelo. Com uma tela de e-Ink (a mesma tecnologia dos Kindle) e autonomia de bateria para 7 dias, o relógio funcionava conectado ao smartphone e podia rodar apps para as mais variadas funções.

Infelizmente, o sucesso não foi duradouro. Depois de lançar alguns modelos (inclusive com tela e-Ink colorida, algo inédito no mercado) a empresa viu as vendas cairem e, sem dinheiro, foi adquirida pela FitBit em 2016. Para desespero dos fãs, a FitBit não tardou em anunciar que ao longo do tempo “a funcionalidade dos relógios” em uso seria reduzida, devido ao fim do suporte aos serviços necessários para seu funcionamento.

Mas graças à paixão dos fãs o Pebble ainda vive, mesmo sem suporte oficial. Um projeto chamado Rebble, criado por entusiastas e ex-funcionários da empresa, criou e mantém substitutos para a maioria dos serviços originais, inclusive uma loja de apps, o que torna possível continuar a usar os relógios em pleno 2019.

Os serviços da Rebble podem ser usados gratuitamente, mas usuários também podem adquirir uma assinatura anual (por cerca de US$ 27) que quiserem serviços extras, como ditado. Anualmente há 7.000 assinantes dos serviços, e mais de 170 mil contas gratuitas foram criadas.

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Além do software, o hardware também ganhou uma sobrevida. A própria Pebble liberou os arquivos 3D das caixas de seus relógios, permitindo que qualquer com uma impressora 3D produza novas peças.

Outros usuários desenvolveram componentes como novos conjuntos de botões, para substituir os originais que se degradam com o tempo. E a iFixit, conhecida pelos desmontes anuais de aparelhos recém-lançados, como iPhones, anunciou recentemente que está tentando conseguir peças sobressalentes como baterias e outros componentes.

Se depender apenas dos fãs, os Pebble continuarão em uso por muito tempo.

Fonte: iFixit