Durante um exercício da OTAN chamado REPMUS (Recognized Environmental Picture Maritime Unmanned Systems), realizado no final de setembro na península da Troia, em Portugal, a Marinha Portuguesa revelou a existência de uma unidade de ‘guerrilha tecnológica

Criada em 2007 para estudar como tecnologia do dia-a-dia pode ser usada no campo de combate, a Célula de Experimentação Operacional de Veículos Não Tripulados (CEOV), também chamada de ‘Divisão Q’ numa referência a James Bond, tem menos de uma dúzia de marinheiros com inclinação técnica, e tem como objetivo ‘combater ameaças assimétricas com pensamento assimétrico’.

De acordo com o tenente Tiago Mendes, comandante da unidade, o processo de aquisição de tecnologia da Marinha Portuguesa é muito lento. Como resultado, os smartphones dos marinheiros tem mais poder de computação do que os navios nos quais servem. Organizações menores, como células terroristas, podem tirar proveito de novas tecnologias muito mais rapidamente, o que cria um desequilíbrio no campo de batalha. A missão do CEOV é ‘pensar fora da caixa’ e criar soluções rápidas, usando tecnologia do dia-a-dia, para combater estas novas ameaças.

Entre os inventos criados pelo CEOV estão lançadores de granadas e carros de controle remoto carregados com explosivos e um pequeno submersível não tripulado. Não são armas de produção ‘em massa’, mas sim soluções rápidas para desafios específicos, ou formas de pensar em possíveis ameaças e desenvolver contramedidas. ‘Nós somos como a vacina da gripe’, disse Mendes. ‘não fazemos a mudança, só começamos o processo’.

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Fonte: Jane’s 360